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January 27, 2011


Submundos


Dentro de cada ser: um mundo.
               Um (sub)mundo errante!
E já não me defino,
esquálido, na frágil manhã.

Inundam-se os olhos
e nada vejo.
Mas em vulto, me sinto, me noto,
na catarse das horas
de um momento frívolo
que uma lufada qualquer deserdou.

– E os mundos se entreolharam –

Tudo se presume.
Cada um é o seu próprio universo.
                (O cérebro enigmático).
E, aterrorizado na incerteza de me
(des)encontrar:
          de quem se fita ao espelho,
                mas não vê posta a imagem.

E nem em si se sente.
lepcam

Poema extraído do livro Alma de brinquedo, publicado na sua 1ª edição em maio de 2009 e na sua 2ª edição em dezembro de 2010.

4 comments:

Leonardo de Paula Campos said...
This comment has been removed by the author.
Danni said...
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Danni said...

Ótima poesia. Profunda e belamente triste, melancólica. Senti isso ao lê-la

Non je ne regrette rien: Ediney Santana said...

"Mas em vulto, me sinto, me noto,
na catarse das horas
de um momento frívolo
que uma lufada qualquer deserdou."
E como isso é sempre importante de nunca esquecermos,